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Coluna do Hesiodo José – Fragmentos Diários (aumento e também invento)

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Inutilidades Públicas

O senhor é meu Tio, mas está preso

Não tem conversa, a lei deve ser cumprida. Assim pensa Edicleiton, ou melhor, Cabo Pereira. CB Pereira, identificação na camisa de autoridade. “De sete irmãos apenas ele encafifou com esse negócio de policia, estudou de noite, foi Oreia seca durante o dia, mas conseguiu, o restante dos irmãos é tragédia, as três meninas viraram puta, dois irmãos estão presos por vender droga e o mais velho está foragido por ter assaltado um supermercado!” Fala seu Euprimendes orgulhoso do filho que salvou a barrigada da mãe. Mas o irmão gêmeo do seu Euprimendes, o seu Euprimendésio não está nada satisfeito com o sobrinho exemplar, pois está atrás das grades e para ser livre novamente, terá de desembolsar quase três mil reais. Entenda o caso: Bocaiuva, manhã de sábado, sol atrativo para um clube ou um rio se aquele das Mamoneiras não houvesse secado, dia bom também para negociar produtos piratas. Mercado lotado, entra e sai de fregueses, um compra carne outro doce de Buriti, a senhora compra um quilo de Curimatã, o garoto pede um caldo de cana com pastel. O cabo Pereira desloca da sua cidade a setenta km dali, a viatura está cheia. A denuncia de produtos pirateados no mercado já vinha de muito tempo, Zezé de Camargo e Luciano mandou uma carta a punho para ser entregue pessoalmente ao prefeito: “Prezado prefeito ao saber que os nossos CDs estão descaradamente sendo pirateados em sua cidade e sendo vendidos Cinco unidades por dez reais, decidimos que ai não tocaremos mais. Ou talvez se acontecer de mudarmos de ideia, será por um preço tão exorbitante no valor de um show de Pepê e Neném!” O Prefeito preocupado faz contato com a policia que contata outras policias. No mercado CB Pereira desceu da Viatura um pouco a cima, sem alarmar foi olhando e fazendo indagações, “Oi você!” Gritou ao vendedor de pipoca. “Fiz nada não seu poliça, sou honesto!” “De onde vem este milho?!” “Meu mi é ieu que pranto!” Sem nada que desabone a conduta do pipoqueiro, o Cabo e seus comandados encostaram-se a uma banca de jogadores de baralho, antes de dizer alguma coisa um velho gordo com barbas por fazer, retira cartas em baixo do chapéu e coloca sobre a mesa, devolve o dinheiro da ultima rodada e coloca as mãos para cima. O Cabo e seus comandados observam e vão embora, quando o velho percebe que não fora denunciado a policia se arrepende e reinicia suas falcatruas. “Ali chefe, olha lá um vendedor de CD e DVD pirata!” “Puta que pariu! Aquele cara é meu tio!” Pensou alto o CB Pereira, mas para dar exemplo era preciso cumprir com a obrigação de autoridade. “Sigam-me em marcha!” Ordenou parando em frente à barraca do comerciante de Piratarias. “Edicleiton meu querido que coincidência você por aqui, eu já tenho uns meses que venho na feira aqui da cidade ganhar uns trocadinhos!” “Pois é Tio é sobre isso que eu quero falar! Bença Tio, o senhor está preso!” “Que brincadeira é essa meu sobrinho?” “Algema meu tio, mas não bata nele!”. ”Vai tomar no cú Edicleiton!”

Riso da Hora

 

Fica assim, amanhã tem mais…

Hesiodo José
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