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Nilson Apollo Belmiro Santos
Nilson Apollo Belmiro Santos

Coluna do Nilson Apollo – Quem veio primeiro, o Brasil ou a Injustiça?

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Coluna do Nilson Apollo – Quem veio primeiro, o Brasil ou a Injustiça?

Poucas vezes me vi tão sem inspiração em frente a uma um teclado de computador e uma tela, quando me assento para escrever…

Surgem uma, duas, três linhas, e;  não, não, não… Não é isso!! A tela volta a ficar branca, como minha mente, cansada de conjecturar sobre as questões que atualmente assolam nosso já fragilizado aglomerado chamado Brasil.

Penso, penso, penso, logo, nada… Alguma ideia tem que sair – Insisto comigo mesmo.     Desisto não vou escrever nada, nada, concluo revoltado.

Vou falar sobre o quê, do Rio de Janeiro e a situação vivida por lá, na cidade termômetro do Brasil, nada maravilhosa, e nada de encantos mil.

Que me perdoem os cariocas, mas eles confundem a natureza do lugar, que é sim, maravilhosa, com a cidade, “urbe, civita”, o artificial aglomerado de pessoas, que ao longo dos anos crescera desordenadamente, resultados de péssimos governos, não somente local, mas também nacional, pois era lá a capital deste continente chamado Brasil, a república das mazelas mil. A segunda maior população africana do mundo.

Os últimos acontecimentos, incluindo o carnaval deste ano corrente, nos mostraram que o romantismo acabou, e ele nem deveria ter existido, pois, o que existe de belo em nossa história como nação?  O que nós tanto festejamos nos últimos quinhentos anos?   O roubo das terras e morte dos indígenas, o sequestro, morte e cativeiro dos africanos ou a desigualdade social escrachada que é cultura por aqui?

A história desse país é escrita com sangue, e as riquezas desse país são advindas de roubos e exploração de suor alheio.

Aquela cidade é uma farsa, se revelou nos últimos anos, assim como é uma farsa todo esse país.

Aquele estado é uma bagunça, assim como é uma bagunça todo esse país. Aquele estado fez “vista grossa” para as “gambiarras e puxadinhos”, assim como o fez todo o país. Aquele estado teve três de seus últimos governadores presos, assim como deveria ser em todo o país, e com todos os governadores que ocuparam funções em seus respectivos estados, é só investigar que todos serão presos.

Naquele estado, a ilustre elite republicana assistira calada a continuação da escravidão implantadas pelos majestosos monarcas lusitanos, e consentiram com o crescimento das senzalas urbanas, denominadas favelas, sem que se importasse com os resultados que aquilo haveria de produzir ao longo dos anos. A mesma coisa se fez, ou não fez no restante do país.

Sentimento de rendição, e o nome que dou para quem louva a injustiça e exalta a precariedade, e as favelas, guetos, morros, comunidades ou “quebradas”, por mais que alguns não gostem que fale, é a prova cabal de que; Algo errado aconteceu na sociedade onde elas existem. E julgo errado louvarmos a inércia do estado acomodado que nunca quis resolver isso.

São comunidades filhas da falta de reforma agrária, resultado do êxodo rural praticado pelos que não suportavam sofrer a escravidão do campo e buscavam refugio nas cidades, onde continuaram seus martírios, espremidos nos becos e valados, escondidos e distantes de tudo que se propôs como sociedade na criação desse país.

A culpa não é do morador de lá, que se adaptara, e assimilara a nova cultura advinda da omissão, incompetência e inércia de quem vêm vendo há anos os povos alijados de seus direitos, terem que lançar mão do que sobra e cantar que está bom, quando na verdade NÃO ESTÁ! NUNCA ESTEVE! NUNCA ESTARÁ, ENQUANTO NÃO SE PROMOVER IGUALDADE POR AQUI!

Podem fazer sambas, dizendo que é lindo, é bom e é maravilhoso ser pobre e desassistido pelo governo desse paraíso tropical.

Pode fazer funk, exaltando e pedindo paz, mas a paz não virá, muito pelo contrário, tem vindo guerras, e aculturação maior de nossa população.

Alienação total, com enredos de auto depreciação e exposição incondizente com nossa natureza humana e racional.

Favela é negra, o retrato da dívida que o governo tem com os descendentes dos cativos , que são maioria nelas, esquecidos pelo poder público quando se trata de investir, intervir positivamente, mas invadida quando dizem querer eliminar a violência e o tráfico. Tráfico na favela? A favela é somente a “goteira”, tráfico mesmo está nas fazendas e helicópteros Brasil à fora, na favela temos uns pobres coitados que se julgam “espertos” cujo tempo de atividade não passa dos 05 anos de “trabalho”, sendo logo crivado de balas, alvejado por um igual, ou por outro igual uniformizado treinado pra matar um semelhante que lhe atiça o auto ódio não tratado.  E quem manda matar, os financiadores executivos do tráfico, que ironicamente são os legisladores do país.

Alegam também que combaterão a pirataria, pirataria, essa que faz garantir o direito negado a acesso à entretenimento, lazer e cultura daquela parela da sociedade esquecida pelo poder público.

 Também dizem querer coibir o transporte ilegal… Faz me rir…

Vocês querem é esconder a prova viva do crime secular cometido, o produto do roubo soma em dias atuais 52% da população, que aos poucos vai se tornando maioria, e é isso que se teme, e é isso que se combate e tenta esconder.

O Rio de Janeiro não é o problema, o Rio de Janeiro nasceu e cresceu do problema, assim como todo o Brasil.  Hipócritas foram vocês que insistiram um aplicar acordes e melodias ao caos anunciado há séculos.

Os governantes hoje se veem frente a um grande dilema; Como solucionar isso agora? – Pensam.

“Matar não está adiantando, matam um (01) a cada 23 minutos, prendem um percentual enorme a cada dia, mês e ano, e nada”…

“Indeniza-los agora seria praticamente impossível”.

“Devolve-los pra África, fora de cogitação.”

“Esconde-los nos porões das mansões, quartinhos de empregadas, canaviais, cafezais, mangues, carvoarias, também não dá, eles se cansaram”.

“Estamos tentando mata-los de tanto trabalhar mudando as leis em desfavor a eles, para que eles não sejam assistidos, e nem se aposentem, mas eles não querem aceitar” – Debatem em Brasília

“Mandar cerca-los, e intensificar a matança, pode assusta-los por um bom tempo, mas perderá o efeito, pois, os executores foram cooptados dentre eles, uma hora eles se cansarão de matar, e as próprias vítimas cansarão de morrer, e vão revidar, como sempre foi na história desse país”…

Nem as religiões estão contendo-os mais, eles se cansaram de apanhar, e de esperar o “prêmio” e júbilo pós-morte. Isso já não “cola” mais.

“Deuses do samba, da capoeira; O QUE FAREMOS COM ESSE POVO?” – Devem perguntar.

JUSTIÇA RACIAL E SOCIAL, OS DEUSES RESPONDERIAM.

Eles não vão se render, morrerão mil, e nascerão milhões, e cada vez mais conscientes e informados.

Aumentar o ódio contra eles fará que se unam e se organizem ainda mais, pois não haverá alternativa, que não seja se unirem e se protegerem, se organizarem-se politicamente, votarem neles mesmos e eles mudarem as regras criando leis que os contemplem e os insiram plenamente nos centros de decisão da nação, onde eles, negros e mulheres são maiorias.

A paz ainda é possível, e necessária, antes que o que hoje pode ser negociado seja tomado à força.

Existem também diplomatas do lado de cá, deponham as armas, conversemos e busquemos um acordo, antes que seja tarde demais…

QUE HAJA PAZ, DIÁLOGO E RESPEITO ENTRE TODOS.

Mas antes, que haja justiça nesta farsa chamada Brasil!

Nilson Apollo Belmiro Santos

 

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Vanfall Chegou a Montes Claros !!!

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