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Coluna do Nilson Apollo – Neofitocracia

Coluna do Nilson Apollo – Neofitocracia

Neófitocracia…

Que palavra estranha, não adianta ir ao dicionário pesquisar, eu acabei de cria-la… Mas como, se cria uma palavra, é quase que uma engenharia, a gente vai nos primórdios etimológicos, no nascedouro das línguas, e retroagindo chegamos termo grego “neo”, que significa “novo”, promovendo a junção deste termo com o outro termo também grego “phytos”, que significa “planta” surge-se aí o termo “neophytos”, que traduzido seria recém plantado, ou planta nova.

Continuando nossa engenharia, acerecentamos mais um termo greco, agora o “kratós”, ou “cracia”, que significa “poder”, logo, “neo” + Phytos + kratós é igual à Neófitogracia, ou poder à planta nova, ou governo de novatos, ou jovens.

Não seria menos maçante ir direto ao ponto? – Alguém pode perguntar.

Eu respondo; Não, não posso, eu quero que se entenda o espirito das idéias, a profundidade da coisa, e o âmago da questão.

Mas quem usaria esses termos nos dias de hoje? Esse escriba responde.

Na maçonaria, o neófito está abaixo do aprendiz, ele não manda nada, ele não cuida de nada, e nem decide nada, ele somente é suprido pelos padrinhos, mestres e aios que os encaminham nas veredas dos mistérios.

”Depois de iniciado, ao Padrinho compete dotar o neófito das condições básicas para que ele possa se desenvolver com satisfação e entusiasmo.” (pág. 38 Ritual Aprendiz Maçom).

Percebemos que não somente na maçonaria (que é satanizada no ideário coletivo), assim como na igreja, que para muitos são as sucursais do “céu”, o cuidado e orientação são idênticos; “NÃO DÊEM PODER AOS IMATUROS!”

A Bíblia diz do líder: “não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo” (1Tm 3.6). Esta é mais uma qualificação que só aparece na lista de Timóteo. Fica claro que o líder de igreja deve ser alguém relativamente maduro na fé.

Deixemos de ser catedráticos e rasguemos agora o verbo; Nossa sociedade está uma grande merda…

Onde estão os nossos anciãos, nossas anciãs e mestres?

Por quê estamos deixando os jovens influenciarem tantos nos rumos e índices que nos regulam?

Quando vejo um jovem politico, ou pastor e até mesmo um executivo neófito, causa-me temor, por calcular a tragédia que esse imaturo irá causar nas mentes de seus ouvintes e comandados. A sensação é a mesma que sinto diante de um casal que em sua meninice trouxeram ao mundo um rebento, sem a devida constituição psicológica, financeira e emocional para gera-lo e mantê-lo.

Nós por medo de errar, ou por frouxidão, entregamos o poder nas mãos de jovens que nada sabem, nada são, e nada fizeram ainda que justificassem seus reinados.

Estamos perdendo nosso idioma, nossas etiquetas, nossos bons costumes, educação, códigos que nos conduziram até  aqui, e assistimos calados, por medo de sermos taxados de moralistas.

Eles não se preparam para cortejar à uma moça, nem com palavras, atitudes, muito menos com vestimentas, vai de qualquer jeito mesmo, nada tem valor.

Eles não respeitam as famílias, nem valorizam aos próprios pais, muito menos às filhas dos outros, que por suas vezes, também não se respeitam.

Eles não respeitam leis, criadas por pensadores juristas, nem nenhum regra que possam norteá-los, e mantê-los em segurança.

Nós estamos vivendo um período de trevas e desesperanças, pois a inversão de valores hoje reina, e ai de quem for contra.

Onde estão as nossas conselheiras e conselheiros? Não os encontramos em lugar nenhum, ninguém que tenha coragem de dar um conselho que seja contra essa corrente do “oba, oba”… Bons senhores e boas senhoras, cheias de experiências de vida e ensinamentos, levando pro túmulo um universo de informações que poderiam adubar  a essas plantas novas, que infelizmente, desprezam esse suplemento.

Se não cuidarmos, assistiremos impassível a retroação de todos nossos avanços, sejam eles na arte, na ciência, nas relações e nas famílias, que sim, são células-mater da sociedade.

Estamos repassando o cetro antes da hora, e deixando reinar essa horda de neófitos, descompromissados com tudo e com todos. Jovens que a nada cultivam e nada produzem que exija esmero, técnica, conhecimento e excelência…

Vivemos dias preocupantes, assim pensa um planta, nem velho, nem novo, em transição, entre as duas safras…

Nilson Apollo Belmiro Santos

 

Nilson Apollo Santos
Nilson Apollo Santos

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