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Coluna do Nilson Apollo - A cova dos leões; Segundo útero dos heróis | Jornal Montes Claros
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Coluna do Nilson Apollo – A cova dos leões; Segundo útero dos heróis

Coluna do Nilson Apollo – A cova dos leões; Segundo útero dos heróis

A história nos mostra como o mundo funciona…

De tempos em tempos uma situação arquetípica se repete, vemos em cada geração homens sendo atacados por fazerem o bem em meio a uma geração decadente, e ser massacrado pelos malfeitores, que também cumprindo o papel da hipocrisia, exercem suas funções de meirinhos ou verdugos desses “inocentes”.

Um exemplo clássico é do bíblico Daniel, um político hebreu, que segundo relatos judaicos,  viveu há 2.600 anos, mas cujo testemunho reverbera ainda hoje.

Mas, quem foi Daniel?

Um homem capaz de superar os traumas do passado sem amargurar o coração.

 

Daniel foi levado cativo da sua Pátria, de seus familiares ainda adolescente e conduzido à Babilônia, o império dominante da época.  Ele fora aviltado de sua identidade, costumes, língua, liberdade, religião e até mesmo de seu nome, que passou a ser Beltessazar na Babilônia, mas ainda assim, não se permitiu ser abatido, antes, tornou um governante naquelas terras estranhas, entre um povo também estranho. O que na verdade mais importa não é o que as pessoas nos fazem, mas o que fazemos com o que elas nos fazem – Creio que assim pensava.

Daniel tinha um espírito nobre, cercado pelo aparente caos, ele não se deixava levar pelas más influencias.  Ele não era apenas um homem culto, mas também um homem sábio. Ele olhava para a vida na perspectiva diferenciada e buscava sempre encontrar uma forma de se inspirar e fazer algo positivo e evolutivo.    Ele tinha coragem e discernimento e trouxe soluções divinas para os mais intrincados problemas do seu povo. Ele vivia à frente de seu tempo, seu espirito era livre.

Porém, existia ali, naquela confusão de povos, um sério problema;  O ambiente era regido pelos conchavos e por um forte esquema de corrupção.   Homens inescrupulosos, que encastelados no poder, buscavam sempre seus próprios interesses e não os do povo. Os políticos haviam se corrompido de forma alarmante e viviam como ratazanas e sanguessugas, que se alimentavam do sangue e suor da nação. A honestidade os incomodava, e esses políticos, além de corruptos vasculhavam a vida privada e pública de seus oponentes, para garimparem provas, para que os pudessem acusar de qualquer desvio, e ficarem com liberdade para agirem à vontade, sem serem expostos ou incomodados

Em meio a esse mar de lamas, um homem piedoso, culto, ético e pacífico, aparentemente se tornaria uma presa fácil.  “Descubramos quais sãos suas forças e convicções, ataquemo-lo bem ali” – Decidiram os inimigos de Daniel.    No caso de Daniel, sua “fraqueza”  era justamente o que ele considerava ser uma virtude, ele era um homem de oração.  Sua religiosidade não era apenas de conveniência era de fato seu “modus vivendi”.  Não encontrariam outra ocasião para o pegarem, que não fosse em sua religião. Sua conduta privada e pública testificava sua integridade religiosa.   “Já que ele não aceita suborno, nem propina, nem cede à bajulações, ou adere à nosso grupinho, criemos leis que o pegue em seu zelo.  Criminalizemos suas atitudes religiosas, será impossível escapar” – Pensaram eles…

Façamos uma impiedosa campanha junto ao rei e ao povo, e o pegaremos, preparemos terreno e contaminemos as mentes das pessoas contra ele, assim o eliminamos.      Era o plano perfeito – deduziram… Criminalizemos suas práticas e massageemos a vaidade do rei, dizendo que; “Se dentre os povos, por um determinado período de tempo, alguém for apanhado realizando algum ritual, que não seja em louvor ao rei, que seja morto”… Ou seja, arquitetaram tudo, com um objetivo, tirar o oponente de cena, e se verem livres para toda e qualquer  imoralidade, ou amoralidade, uma vez que viram que era fácil convencer  aos demais e conquistarem opinião pública.

O plano era perfeito, não tinha como falhar – Deviam pensar extasiados.

Mas Daniel manteve suas praticas, mesmo sabendo que seus inimigos haviam tramado contra ele para matá-lo. Homens  sinceros, austeros e positivos incomodam em qualquer  ambiente, seja ele familiar, social, profissional, acadêmico, religioso e muito mais político.  De tempo em tempos você verá um aparentemente se “ferrando”…  Mas, os homens comprometidos com uma causa sobre-humana com contornos divinos, e com as causas do povo não se intimidam com as ameaças de seus inimigos, podem fazer o que for contra eles, eles não se abalam, podem acusa-los, boicota-los, difamarem-no, prende-los e tentarem de tudo para impedi-los de cumprirem suas missões… Eles não param!!!    Para estes, o ideal é maior do que a própria vida e por isso estão prontos para morrerem pelo ideal, se preciso for.

Um homem sério, por causa de seu compromisso, estando em um contexto cercado por esquemas de corrupção, mentiras, armações, maledicências e maquinações silenciosas, se for homem público, então, será sempre perseguido implacavelmente. Com Daniel não foi diferente.           O que é triste é perceber com isto a inversão dos valores: um homem ser perseguido por ser honesto, verdadeiro, defensor dos pobres e lutar pelas causas justas.

Mas como eu disse, são situações arquetípicas como essas, que se repetem de tempos em tempos, e sempre nos fazem duvidar por um poucochinho de tempo, se “realmente existe justiça neste mundo?”  Um homem bem intencionado lançado em meio a outros ardilosos  e homens maus, viciados por  esquemas, como se defender? E a reputação, como é que fica?

Mas, a ordem do universo tem que ser mantida, o Universo, ou Deus (Têm o mesmo significado) não apenas defendeu Daniel, mas, também o honrou.

A pena seria joga-lo na cova dos leões,  e ele foi arremessado e entregue à morte, mas, segundo o livro, por uma intervenção Divina, ele foi tirado da cova da morte sem um arranhão sequer e em seguida, fora alçado ao ponto culminante da honra diante de todos que ouviram as maledicências, mentiras, calunias e maquinações contra ele.  Todos viram seu triunfo, menos seus inimigos que urdiram e tramaram contra, esses  foram destruídos, sendo lançados na armadilha que haviam preparado, e foram por fim, devorados pelos leões.   A história deles foi manchada pela vergonha e pelo opróbrio, enquanto a de Daniel percorre o mundo, até os dias de hoje.

Um homem do bem não é vingativo, mas, o próprio rei que fora manipulado pelos odiosos inimigos de Daniel, fora quem emitiu a ordem, depois de desvendar todo o esquema.

Daniel então, tornou-se um homem cuja influência fora conhecida em toda a terra.

Daniel honrou a verdade e foi honrado por ela. E aquele que rege todas as coisas foi exaltado entre as nações pelo testemunho de Daniel. O universo regozija quando os seus leais filhos permanecem fiéis no campo minado da sedução ou da perseguição. A Babilônia, com sua magnificente grandeza caiu, mas, Daniel permaneceu de pé. Daniel foi maior do que o próprio império babilônico.  Assim foi, assim é, e assim será SEMPRE!!

Quando vires a um homem em perseguição ferrenha, ou apuros aparentemente inexplicáveis… Espera e contemple, você estará diante de um dos mais espetaculares enredos de pré-triunfo ou “volta por cima” que costumam acontecer no mundo, desde que o mundo é mundo…

Calma, não se desespere, nem se apavores as aparências enganam, e o tempo mostra… Ahh se mostra…

Sabem sobre o que estou falando, não sabem?!?!

 

Nilson Apollo Belmiro Santos
Nilson Apollo Belmiro Santos

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