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Coluna do Nilson Apollo – Pais medrosos, filhos sem rumos…

Coluna do Nilson Apollo – Pais medrosos, filhos sem rumos…

Estava eu olhando algumas páginas da rede social mais famosa do momento, e me deparei com um convite para aceitar a amizade de uma pessoinha que não aparentava ter mais do que 12 anos. Obviamente fiquei até preocupado, pois, quem seria esta criança? Onde estariam seus pais? Por quê ele gostaria de manter contato comigo?

Bem, como de praxe, visualizei o perfil para ver se o conhecia de algum lugar, e com quê que eu me deparo?  Fotos sensualizadas e desonrosas para uma criança. A sexualidade do autor aparentava ainda uma certa indefinição, pois havia também um vídeo onde o mesmo na mais tenra idade exibia uma sessão de tremores de glúteos, que dizem ser uma dança dos dias modernos, onde o foco são os movimentos das nádegas, como se estivesse sofrendo um espasmo naquela região do corpo.  Daí eu me perguntei de novo, onde estariam os pais daquele garoto?  O que fez ele pensar que eu, ou qualquer outra pessoa adulta gostaria de compartilhar daquelas imagens?

Nos últimos dias venho me percebendo um pouco intolerante com essa nova geração e seus esdrúxulos costumes e comportamentos – tentei me convencer: “deve ser coisa da idade… pois em minha adolescência eu cismei também de ser idiota, dizendo ser “Dark”, talvez isso passe.   Antes de terminar minhas conjecturas, conclui que; não, não se pode comparar o que fazem hoje com nossa idiotice de ontem, nossa “onda” era entre nós mesmo, nós não tínhamos apoio ou investimento de nossos pais para fazermos aquilo, então era um modismo bem precário e superficial…  Hoje a coisa está estranha, pois tenho visto meninas com menos de 16 anos (bem menos), ostentando aparelhos celulares de ultima geração, montadas em sapatos de camurça que cujos saltos ultrapassam os 10 cm, quanto menos roupas mais exposição nas redes sociais – onde estão os pais dessas “novinhas”?

Os meninos não ficam para trás, tenho dó deles, nasceram em épocas que não se pratica mais esportes, nem se aprende a ser cavalheiros – pra quê?, se já não existirão mais damas…  E pasmem, eles também dançam balançando o bumbum… É algo muito estranho pra minha cabeça branca (cãs)…   Outro fator preocupante é que trazem também consigo um aparelho celular de última geração, um tênis caro nos pés, o cabelo espetado e tiram fotos fazendo caretas e com os dedos apontando para sabe-se lá onde, querendo dizer sabe-se lá o quê…      Eles não param de olhar para a“telinha” de seus aparelhos… E quando forem escolher a mãe de seus filhos, se é que hão de fazer isso não é?…Com certeza poderão pesquisar na internet, lá encontrarão todas as medidas de seus corpos…pois é grande o risco de existir um vídeo delas nuas ou semi-nuas se exibindo ali…pra deleite dos russos, chineses, japoneses, mongóis, australiano e quem sabe de seu vizinho de rua…já que a rede é mundial.

E assim caminham nossos jovens, sem rumo sem pais, valores, princípios, noção de família ou conhecimento de Deus. O que será desses meninos e meninas?

Eles criaram uma rede secreta entre eles, dominam o conhecimento de todas as funções dos aparelhos que trazem consigo, e nós os mais velhos, assistimos inertes, pois, dá preguiça tentar mudar – “Ah hoje é assim mesmo!” suspiram os preguiçosos pais…  Deixemo-los entregues a própria sorte, mostrando seus corpos nas redes sociais, beijando e quiçá transando com qualquer “novinho ou novinha” que lhe cruzarem o caminho físico ou digital… E pior, financiemos tudo, pois do contrário eles serão excluídos do “clubinho da esbórnia juvenil”…

Eu cresci no ambiente familiar onde o pai ou a mãe, quem financiava tudo, e aí de quem contestasse autoridade deles, o discurso era sempre o mesmo: “Enquanto você estiver debaixo desse teto vai fazer justamente o que eu mandar”… Era isso que ouvíamos de nossos responsáveis pais…  Mas hoje é diferente, vemos esta horda insana e descomedida circulando pelas ruas, sem noção de nada…

Eu pelo menos sabia que era caro para o meu pai adquirir o meu “Kichute” anual, pois éramos muitos irmãos…  Muitas bocas para serem alimentadas, e crianças a serem fiscalizadas.     Tínhamos hora para tomar banho, café, almoçar, jantar, estudar… Nem sempre conseguíamos nos manter dentro desta ordem, mas o norte estava lá…   De vez em quando os irmãos saiam na “porrada”, pelos motivos mais banais possíveis, e todos também entravam no “coro” quando os pais chegavam do trabalho…  Eu sempre exercitava minha fé, pedindo a Deus que tocasse no coração de minha mãe, para que ela perdoasse minhas estripulias e não me corrigisse – Menino de pouca fé era eu, pois minhas orações nunca eram respondidas – ela corrigia, pois não era omissa…

Mas e hoje, o que explica isso tudo? Quem está lucrando com isso? Será rentável ao mercado esse consumismo desmedido de hoje em prol de não vender nada amanhã?  Pois é isso que vai acontecer, a geração do amanhã não existirá ou não produzira conforme sua capacidade máxima, pois ela está sendo consumida nos dias de hoje…

Certo dia, li em um jornal, sobre uma garotinha de Belo Horizonte, que ajunta lacres de latinhas de alumínio e os vende para comprar cadeiras de rodas e doá-las a instituições carentes… Ela é um exemplo de futura cidadã (foi premiada por isso), e os pais deveriam também ser premiados como exemplos de pais…

Enfim, nós somos mais experientes, mais inteligentes e somos os detentores dos recursos financeiros…  E sabemos exatamente o que vai acontecer se não agirmos…

SENDO ASSIM, PORQUE NÃO REVER-MOS NOSSOS CONCEITOS, REEDUCANDO A ESSAS “CRIANÇAS”, QUE CLAMAM POR LIMITES? …

SALVEMOS NOSSAS CRIANÇAS!

 

Nilson Apollo Belmiro Santos
Nilson Apollo Belmiro Santos

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