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Coluna do Nilson Apollo – Quem quer brincar de ser feliz põe o dedo aqui….

Coluna do Nilson Apollo – Quem quer brincar de ser feliz põe o dedo aqui….

Era uma brincadeirinha de criança, quando se queria convocar uma turminha para alguma brincadeira de rua. Pisque-esconde, rouba bandeira, caí no poço, ou qualquer atividade onde surgia uma indecisão entre as crianças…

Naquela época, parecia que todos estavam felizes, plenos, e cheios de energias, realizávamos qualquer missão, em troca de notoriedade e vitórias imaginárias.   Não ganhávamos nada como paga pelos sacrifícios, no máximo, um dedão “estourado”, um joelho ralado, ou uma surra da mãe, quando chegávamos todos sujos e suados em casa, mesmo depois de havermos tomado banho… Mas éramos felizes.

Nessa época eu pensava que não existiam problemas no mundo, a única guerra que pelo menos eu sabia existir, era a interminável Iran X Iraque, isso lá pelos idos de 1982, depois a guerra das Malvinas, também no mesmo ano. Sinceramente, eu via aquilo de maneira muito natural, alguns adultos de minha região iam trabalhar no Iraque, mesmo com a guerra, e ainda que eu tivesse visto na televisão, os argentinos se humilhando em rendição aos ingleses, eu não senti nada, hoje me parece que os adultos perto de mim não tinham noção do que estava acontecendo, e nada nos diziam para nos auxiliar na formação de um senso crítico… Bom, nem eles tinham senso crítico, eu não sabia que eles sofriam para suprirem as numerosas famílias em suas necessidades mais básicas, e eles não tinham muitos recursos financeiros, nem bagagem intelectual para tanto. Viviam cada um suas guerras particulares.

Hoje eu sou adulto, e as vezes me pergunto, será que já era assim, tal como é hoje?  Será que seria menos sofrido se também eu fosse um alheio a tudo isso?  E se eu fizesse como meu pai, tios e amigos deles que trabalhavam, trabalhavam, trabalhavam, e nos fins de semanas fossem para o bar para jogar sinucas? Ou se meu lazer se resumisse a ir visitar parentes de todos os graus, ou recebe-los em minha casa?  Ou, e se eu tivesse inúmeras amantes, filhos fora do casamento, sem ter condições de cuidar nem dos filhos advindos do matrimônio? Estranho aquilo tudo, eu via-os se arrumando, quase sempre com a mesma roupa, e o perfume barato e fortíssimo, que só de me lembra já me causa dores de cabeça.  E nossas mães, as mártires católicas, ou protestantes, que silenciosamente se resignavam a cuidarem dos filhos, ou no último caso saírem para ajudarem no sustento da casa, e sempre em silencio…. Não, eles não eram felizes também, pelo menos, não no que se propagava como padrão de felicidade, a falsa e mentirosa felicidade assistidas nos filmes de Hollywood, ou nas novelas da Rede Globo… “Pai Herói”, essa é a primeira em minhas memórias, 1979, era o ano em que passava.

E por falar em novelas, essa semana me disseram que dois homens se beijaram em uma, na mesma Rede Globo, e está causando uma polêmica danada, uns contras, outros à favor. A sociedade está dividida…  Daí eu me pergunto, será que aumentou-se o número de homossexuais hoje em dia, ou naquela época já existiam infelizes “pais de famílias” que também eram, mas não podiam falar?  Penso então comigo; O mundo mudou, ou sempre foi o mesmo? Antes de qualquer polêmica, esclareço sobre o que penso disso; nada à declarar, somente observo, sem saber o que falar, ou que julgamento emitir. Guardo comigo meus pensamentos acerca disso.

As mulheres por sua vez, de silenciosas “Amélias” do poeta Mario Lago, revoltaram-se também; Da infelicidade dos lares, migraram para a infelicidade dos bares, do sexo sem amor com os rústicos maridos, passaram ao sexo com um estranho escolhido, aleatoriamente pelas ruas e bares da vida…   Também sem amor.   Meu Deus, a fossa, ou melancolia de outros tempos, ou é depressão, ou distimia nos dias de hoje… E os  atos de fuga que em outrora praticavam às escondidas, hoje, em qualquer lugar são assistidas, placas para todos os lados advertindo, vocês estão sendo filmadas… SORRIAM!

A grande vantagem é que hoje, ninguém quer “Amélias”, nem machões, ambos estão ultrapassados, nem as religiões os seguram ou norteiam mais. Mas também não podemos amolecer, nem afrouxar demais.      Estamos na era da consciência, e da plenitude auto-arbitral.

As informações pululam nas telas, e o conhecimento é praticamente gratuito, ninguém mais é inocente, ou há de dizer um dia, eu não sabia… Causas e efeitos, é o que estão em voga. Antigamente de tristeza, pelos vícios ou excesso de trabalho, morriam jovens nossos pais, pois não conseguiam entender os fatores psicossomáticos de suas ações ou ausência delas…  Hoje, continuam a morrer, seja pelos excessos, ou pela infeliz e agitada rotina que nos empurram “goela” abaixo, na ilusória, e agora repaginada busca pela felicidade.

Penso ao fim de tudo; Todos vamos morrer! E a felicidade??  A felicidade é o equilíbrio, e qualquer tipo de overdose pode nos matar antes da hora… E pior, sem talvez que tenhamos evoluído, neste espaço de tempo em que passamos debaixo desse sol.

Não posso encerrar sem citar as palavras do sábio e Venerável rei Jedidias registradas em Eclesiastes 9:9-18

 

Nilson Apollo Belmiro Santos
Nilson Apollo Belmiro Santos

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