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Coluna do Nilson Apollo – As bodas principescas

Coluna do Nilson Apollo – As bodas principescas

Essa semana, o assunto que mais chamou a atenção nos meios de comunicação, foi o casamento do príncipe inglês com a plebeia norte-americana.

Ele, já era um príncipe por nascimento, nada fez para que adquirisse o título.   Ela, embora diferente do que se mostra no mundo ocidental, já era uma princesa, pois, sempre fora uma principal em seus círculos de convivência e estivera também, sempre envolvidas e questões humanitárias que elevam a raça humana. Ela não foi uma “ sortuda”, como alguns dizem.

Particularmente, eu sempre questionei a legitimidade do poder daquela “realeza”, eles têm muito sangue em seus salões, e muita pilhagem em seus depósitos.  Sem contar que; fui também obrigado a assistir a interminável cerimônia de casamento dos país do noivo, no início dos anos oitenta. E acompanhei também a tragédia que foi o desenrolar e ocaso do mesmo.  Uma tragédia real.

Pensava eu que a figura ou títulos de príncipes e princesas haviam caído em desuso, em decorrência dos movimentos feministas, ou não movimentos machistas. Porém, me enganei, pois o que vi de comemorações nas redes sociais me provou que não, o enredo ainda fascina a uma grande parcela da sociedade.

Torço para que prosperem nessa união, mas sei que assistirei grandes embates e “saias justas” advindas do enlace.  O rapaz, é um boa praça, não se curva plenamente a peso de coroa, ele representa um típico “bad boy” a julgar pelo irmão herdeiro natural do trono.  Se eu tivesse que escolher, eu preferiria ser ele do que o herdeiro real.

Ela, já demonstra desde a infância que tem personalidade, e um cetro pessoal em suas mãos, além da coroa adquirida por méritos próprios. Méritos esses que não comungam plenamente com a arcaica tradição da família real britânica.   Ahh…. Ela também é negra!… Não me aterei a este detalhe, mas será e é um fator a se observar.

Mas, sem mais delongas, o que vem a ser um príncipe, ou uma princesa?
Esses são títulos ostentados pela nobreza de diversas monarquias espalhadas pelo mundo.
Originário do latim, da palavra “Principis”, que significa, o primeiro cidadão do estado, ou o principal, de onde veio também o termo que conhecemos como “Principio”, ou princípios ( o que aplicamos em nossa conduta social, família e etc…).

Ao longo da história, ouvimos e lemos sobre muitos e muitos príncipes e princesas que adquiriram tais títulos simplesmente por haverem nascido em famílias nobres em certos governos monárquicos. A exemplo, ouvimos muito falar da realeza da Inglaterra, seus príncipes e princesas, que adquiriram o direito ao principado logo ao nascerem, e em contrapartida, temos registrado também a figura de Moisés (bíblia), príncipe no Egito, Teseu (na mitologia grega) e outros mais, que o adquiriram através de merecimento em face as suas virtudes, proceder e conduta ilibada diante dos povos.

Quais são as principais características de um príncipe, ou princesa? Já que ele será o primeiro e principal cidadão de uma sociedade, cremos que; é dever dos mesmos servirem como referência aos demais, ele deverá ser exemplo de:

– Como se portar em público.
– Como se dirigir ao público.
– Como se relacionar com seus concidadãos.
– Como se vestir em público.
– Como defender aos seus.
– Como adquirir conhecimento (estudando) e sabedoria.
– Como adquirir cultura.

E tantas outras normas e regras, que humanamente falando, seriam um tanto quanto maçantes e de difíceis execuções, ou quase que a total eliminação dos instintos semi-animalesco que ainda nos acompanham.

Mas qual seria o resultado dessa evolução pessoal, já que nos seria tão penosa? Quem se habilitaria para tal empreitada? Quem teria o potencial para atingir tal meta? VOCÊ!!…

Pensemos em um mundo onde todos tenham acesso à educação de qualidade, noções de comportamento em sociedade, conhecimento pleno de seus deveres e direitos.

Se cada um prestasse o devido respeito ao seu semelhante, tratando-o com honras e respeito, dignos de um príncipe ou princesa e assim simultaneamente, vejamos :

– Alguém jogaria “bituca” de cigarro pelas calçadas?
– Alguma mulher seria brutalmente chamada de “gostosa” aos berros pelas ruas ?
– Alguém seria abordado brutalmente pelas autoridades constituídas (sendo conhecedores de seus direitos e deveres e os praticando)?
– Veríamos filhos sem referências de seus pais?
– Jovens desregrados, sem comprometimento com sua reputação ou a reputação de seus progenitores?
– Alguém desrespeitaria seu corpo, usando-o como objeto?
– Alguém seria facilmente lesado em seus direitos (sejam eles de qualquer natureza),ou lesaria a outrem?
– Alguém ousaria proferir palavras racistas ou discriminatório ao seu nobre concidadão?

Vejamos que; o respeito consigo mesmo e para com o outro seria o diferencial deste país de príncipes e princesas, pois atentar contra o próximo seria considerado crime gravíssimo contra a dignidade e honradez humana, um verdadeiro leso a pátria.

Porém, nos dias de hoje, ser uma princesa ou um príncipe está em desuso, é cafona, é feio… Vivemos tempos de frouxidão dos “princípios” básicos que deveriam reinar em nosso meio, já que somos racionais…

Vemos o ser-humano aplicando desgraçadamente o seu livre arbítrio sobre si e até mesmo sobre o outro, sem ao menos se interessar se o outro aceita ou não as decisões danosas e inconsequentes que ele toma.

” Se o corpo é meu, eu o visto e faço dele o que eu quiser” – mas ele ou ela só tem 12 anos…

” O filho é meu e eu faço com ele o que eu quiser” – mas ele vai integrar a sociedade adulta em um futuro bem próximo. E se não for lapidado, será um estorvo familiar, e social.

” A vida é minha e eu decido o que eu faço dela” – Esquecendo – se que outros orbitam em torno dele…e por aí vai…

Devido a esses pensamentos, ou seja, a total despreocupação com as práticas e escolhas, o que as vezes são até consentidas pelos pais omissos, que esquecem que aquela neófita pessoa sob sua tutela haverá de ser o seu sucessor nesta terra, e passivamente assistem-na se transformando em anomalias ambulantes…maquinas biológicas de destruição, consumo, gastos e reprodução irresponsável o que é o pior…

Sendo assim, amanhã, devido a falta de princípios, educação, má alimentação, falta de informação e cultura, mais e mais filhos do caos hão de povoar a terra de forma instintiva e irracional, defendendo ao seu naco de carne putrefata a qualquer custo, sobrecarregando todo o sistema ora em construção, seja eles na área da saúde, da educação (ou falta dela), e segurança pública (presídios)…onerando ainda mais o estado e suas instituições… Ou seja, será o ressurreição da barbárie.

Desistamos então do principado? NÃO! – Saiamos desse cenário de caos…como? – Instaurando um regime principesco em cada um de nós, promovendo a paz e as boas virtudes, respeito ao próximo, às autoridades constituídas e ao semelhante.

Sendo assim, eis aí alguns príncipes e princesas a serem respeitados e honrados:

Pais, filhos, irmãos, amigos, parentes, colegas, subordinados, chefes, patrões, policiais, magistrados, vizinhos, VOCÊ…e muitos outros

É isso que eu quero para mim, para os meus e para os seus. Como é difícil atingir esse patamar, mas sigamos tentando.

Mas, voltando ao casal, sabemos que os olhos do mundo estarão voltados para eles, os da rainha também… E não sabemos o que virá dessa união…

A tradição, arcaica a silenciará, ou ela dará o golpe final nela, e a redesenhará para os anos vindouros, construindo novos paradigmas e leitura desse conceito…

Deus salve a aquela moça, e ao rapaz… Esperamos que algo de muito nobre e bom possa sair disso tudo…Por Meu intermédio, príncipes os governam, os nobres e de todos os juízes da terra. PROVÉRBIOS 08:16

 

Nilson Apollo Belmiro Santos
Nilson Apollo Belmiro Santos

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