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Coluna do Adilson Cardoso – Estefânia

Coluna do Adilson Cardoso – Estefânia

O pronto socorro estava vazio, Giroto amparado pela esposa  sentou-se numa cadeira preta com o símbolo do hospital. Estava próximo ao balcão capaz de ouvir a recepcionista repetindo seu nome após a leitura da identidade. “Filho da puta daquele escorpião, tinha que picar logo hoje caralho!” Pensava deixando as palavras saírem em tons baixos se lembrando de que era a despedida de solteiro do Primo. “Nossa!  a Estefânia prometeu que iria, vou perder porra, ela vai beber e alguém vai  comê-la!” Giroto não  se deu conta que o guarda o observava de longe, ao perceber fingiu estar assoviando e virou as costas para o homem. Pulseira vermelha no braço é Urgência, sinal de que não demoraria o atendimento, mas Estefânia não lhe saia da cabeça, quando beijada os bicos dos seios ficavam tão duros espetava a blusa mesmo sob o sutiã, gostava de virar a bunda e pedir que passasse a língua. A primeira e única vez que transaram foi na véspera de dia dos namorados do ano passado, ele procurava um presente para  a esposa e ela para Paulo Cesar  o então namorado,  suplente de vereador, ele a conhecia de vista, pois jogava futebol de salão no mesmo ginásio que ela treinava Handebol, se cumprimentaram e entraram juntos em uma loja de roupas unissex, quando ela saiu ele tentava convencer um policial de transito a não multá-lo por ter estacionado em local proibido, estava gastando  em vão os argumentos quando Estefânia chamou o multador pelo nome e disse que relevasse esta para ela, pois o rapaz lhe daria   carona para casa. Com sorriso malicioso o policial rasgou o papel olhando-a de cima em baixo, ela vestia uma camiseta amarela com riscas verdes do lado e a palavra Brasil bordado  no peito esquerdo, um short jeans curto desfiado nas pontas destacando a tatuagem de maçã  mordida,  no alto da coxa direita, a sandália de salto grande fazia com que ela ficasse mais alta. Giroto boquiaberto não disse nada, olhava para o homem e voltava os olhos a ela, que viera  em  sua direção e disse vamos. Pelo retrovisor ele observou  o guarda com os braços cruzados fitando o carro, talvez estivesse pensando “Será que aquele cara está comendo Estefânia?” O short dela fica ainda curto quando estava sentada, as pontas se enrolavam livremente propiciando uma magnífica visão do volume que a xoxota   fazia. Bem que Giroto queria ter poderes para enxergar com as orelhas, assim deixava os dois olhos na responsabilidade da via e aquele extra para não perder um só movimento daquelas pernas, daqueles peitos firmes sob o decote da blusa.

— Qual é o seu nome mesmo?

— Estefânia!

— Eu sou Anselmo Giroto! O pessoal me chama de Giroto.

— Eu já sei!

— Ah é, Como você sabe?

— Sabendo! Falou puxando os óculos do olho para a cabeça. — Você joga bola ás quartas no ginásio e vai tomar cerveja no Espeto Do Galo, e é primo do Rafa Bocão!

— Nossa que relatório (Risos) é isso ai! Eu também sabia que seu nome era Estefânia e é namorada do quase vereador Paulo Cesar! Gostou?

(Risos) — Sei outra coisa de você! Saiu do forno agora!

— Então diz! Aliás, não, não esta eu sei, você vai dizer que eu sou um infrator que estaciona em local proibido! Acertei?

— Isto é obvio! Mas não é esta a coisa!

— Quanto mistério moça (risos), sou muito curioso, diz logo!

— Você vem comendo minha Xaninha com os olhos desde o momento em que  entrei no carro e é muito ruim de disfarce! (risos)- Falou voltando os óculos para os olhos.

O rosto do motorista foi instantaneamente colorido de vermelho. Sua boca secou e a língua deslizou nos lábios feito   limpador de para-brisa em ação. Um sorriso tacanho surgiu no canto da boca antecedendo uma fala gaguejante.

— Caramba você me desarticulou!

— Se articule então e confesse por que olhava tanto para ela! – Disse naturalmente pousando a mão sobre a vagina, à medida que ele olhava a força daquela mão ia se ampliando.

— Sou tarado com você, te imagino gemendo no meu ouvido, desde que passei a observá-la na quadra. Sinto sua bunda mastigar a calcinha todas as vezes que você corre, quando salta sua xoxota se revela para a minha fantasia, já masturbei inúmeras vezes pensando em ti! – Concluiu com a voz ainda demonstrando certo embargo.

Estacionou o carro embaixo de uma Amendoeira, na placa ao lado dizia: Restaurante do Portuga aberto de segunda a sábado de 19:00 as 24:00h. A rua era de pouco movimento. Estefânia voltou mais uma vez os óculos para o alto da cabeça, virou o rosto para Giroto e deixou a boca vermelha pedindo para ser beijada.  O beijo parou o tempo e acabou com todas as outras criaturas existentes, apenas os dois bailavam esfomeados naquele universo inflamável, a mãos dele se revezavam entre a xoxota e os peitos, estes que pareciam duas agulhas sob a blusa. Ela massageava seu  pênis  que enrijecido,  dava pinotes para se libertar da calça, ela atendeu numa tremula ação invasiva, o deixou  fora das amarras dos pudores, fora daquele objeto de decoro criado para esconder a beleza e as deformidades do corpo.  Ele ficava a cada segundo mais duro,  Estefânia apertava, fazia a mão em brasa deslizar-se da glande aos testículos. Baixou a cabeça como se fosse para reverenciar aquele membro fogoso. Tocou a glande com a língua  salivada, abriu toca a boca e quis engolir tudo, sugou para ter certeza que nada dali seria eliminado fora do interior dela, que arrancava a roupa violentamente sem chances para pensar onde estavam. Giroto disse alguma coisa balbuciada e deu partida no carro que estava de vidros fechados, Estefânia continuava nua e louca , oculta pelas paredes do carro que andava desesperadamente em busca de um Oásis, ela lambia seu penis e deixava a saliva com cheiro de sexo escorrer pelas virilhas dele. Um portão se abriu  após a buzina e uma negra de peitos grandes sob uma camisa amarela do Bob Sponja parecia saber do que se tratava, fez um sinal de numero dois com os dedos e virou-se para fechar o portão.  O quintal era imenso com um grande jardim de cores diversas, a beira da piscina um velho careca de barriga saliente  chupava  um  negro forte que gemia olhando para cima. Estefânia desceu com as roupas na mão tentando tapar os peitos e os pelos da vagina, Giroto a arrastava possesso  pelo braço, subiram uma escada de mármore de corrimão floreado e entraram no quarto numero dois.  Sobre a cama redonda tinha pétalas de rosas vermelhas e dois travesseiros em forma de coração, a televisão estava ligada em um canal pornográfico, na cena uma mulher loira era comida por um anão e filmada por uma anã. Estefânia ficou de quatro com o tesão lhe tirando as palavras, Giroto feito menino experimentando a primeira vez procurava posições para se encaixar dentro dela. Seu pênis parecia mais grosso e mais quente, ela sentia e implorava que ele não parasse, apertava as mãos na cabeceira da cama e jogava o corpo contra ele, gozou alucinadamente dizendo nomes em línguas ainda não estudadas, ele veio depois  despejando naquela bunda em brasas, as rugas do anus foram engolidas pelo esperma que escorria até a ponta do clitóris que se dependurava feito estalactite. Animaram-se com um longo beijo e voltaram  a se  devorar, ela pediu que queria gozar pelo  anus, Giroto era escravo das vontades dela, não negaria, cuspiu no dedo médio e penetrou sem dificuldades, depois com três dedos em concha sentiu o suspiro de prazer que vinha do seu peito. Após gozarem pela segunda vez adormeceram com os corpos unidos por aquele suor que cheirava esperma.

— Senhor Anselmo! Senhor Anselmo Giroto! – A medica de pé ao lado da maca chamava pelo nome dele que permanecia naquela espécie de transe, deslizando a mão pelo membro hirto.

— Oi, oi, oi Doutora, foi um escorpião Amarelo que picou meu calcanhar! – Falou acanhado deitando em concha.

— Disso eu sei! Mas preciso que o senhor controle seus devaneios eróticos para que eu possa  olhar o local do acidente!

 

Adilson Cardoso

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